Documentos revelam uma nova faceta da pandemia do Covid em Angra

Quatro relatórios de Prestação de Contas relativos ao primeiro quadrimestre de 2021 do Centro de Referência ao Covid de Angra dos Reis, que o Angranews teve acesso, mostram uma nova faceta da pandemia no município, que já ultrapassou a triste marca de 75 mil casos notificados e mais de 500 óbitos. As informações revelam números alarmantes, como a Taxa de Mortalidade Institucional e a ocupação das UTIs, reforçando a importância de medidas que contenham a proliferação do Covid, como distanciamento social, uso de máscaras, higienização de mãos, desinfecção de ambientes e vacinação.

De acordo com os documentos, produzidos pelo Instituto de Desenvolvimento Institucional e Ação Social (IDEIAS), no cenário da pandemia que Angra se encontrava no período (C2), 81% dos casos de coronavírus registrados são considerados leves, que precisam apenas de isolamento domiciliar. Já o restante precisa de hospitalização, sendo que 14% do total de pacientes precisa de oxigenoterapia e os outros 5% de terapia intensiva com ventilação mecânica.

Taxas de mortalidade Institucional

Um dos índices mais importantes a se observar em um contexto de Pandemia é a taxa de mortalidade institucional, que é calculada dividindo-se o número total de óbitos, pelas saídas totais e multiplicando-se por cem (óbitos/saídas*100). Segundo todos os relatórios, a meta mensal de mortalidade no período era de até 15,7%, índice que não foi alcançado.

Em Janeiro deste ano, a taxa de mortalidade hospitalar no Centro de Referência do Covid em Angra, que contava com 80 leitos (sendo 30 de CTI), foi de 26,72 %, com 31 mortes. Segundo a nota técnica, “A taxa de mortalidade na unidade hospitalar foi maior do que a observada no mês anterior, que foi de 22,22 %. Do total de óbitos institucionais, 93% dos óbitos ocorreram em pacientes com mais de 60 anos de idade e 7% com idade entre 50 e 59 anos”.

Em Fevereiro foram registradas 16 mortes no Centro de Referência, mas o índice subiu para 42,11 %, uma vez que neste mês houve uma redução de 40 leitos no hospital, sendo 30 no início do mês e outros 10 no dia 17 daquele mês. Ao todo o número de leitos de CTI caiu para 20. “Do total de óbitos institucionais, todos ocorreram em pacientes com mais de 60 anos de idade, todos tinham algum tipo de comorbidade”.

Já em Março o índice foi de 22,97 %, com 17 mortes registradas. “Apesar do aumento de óbito, tivemos nesse mês uma taxa de mortalidade na unidade hospitalar menor do que a observada no mês anterior (…) Isso se deve ao aumento do número de pacientes internados. Do total de óbitos institucionais, um (01) foi em paciente de 50-59 anos e os outros dezesseis (16) ocorreram em pacientes com mais de 60 anos de idade”, explica o documento.

Outro fator que impactou neste índice foi o aumento no número de leitos. “No dia 22 de março houve um aditivo de 20 leitos, disponibilizando assim de uma estrutura de 60 leitos, desses, 28 de enfermaria clínica, 30 para tratamentos intensivos – CTI, além de dispor de 02 leitos de observação”.

Em Abril a mortalidade hospitalar foi de 23,02%. “Nesse mês tivemos a primeira morte de um paciente bem jovem, com idade entre 20-29 anos. Isso só comprova que as novas cepas da doença agora estão atingindo cada vez mais os grupos jovens”, afirma o documento referente àquele mês.

Ocupação de UTIs

Outro índice importante de se observar é o de permanência na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No mês de Janeiro, quando o Centro de Referência contava com 80 leitos, sendo 30 de UTIs, ocorreram 45 novas internações com mais 21 remanescentes do mês anterior, totalizando 66 pacientes que corresponderam a uma taxa de ocupação de 60,54%.

Já em Fevereiro, ocorreram 15 novas internações com mais 13 remanescentes do mês anterior, totalizando 28 pacientes que corresponderam a uma taxa de ocupação de 38,21%.

No mês de Março ocorreram 46 novas internações com mais 09 remanescentes do mês anterior, totalizando 55 pacientes que corresponderam a uma taxa de ocupação de 40,48%.

Em Abril ocorreram 41 novas internações com mais 19 remanescentes do mês anterior, totalizando 60 pacientes que corresponderam a uma taxa de ocupação de 62,37%.

Esses números só reforçam a importância de medidas como distanciamento social, etiqueta respiratória e de higienização das mãos, uso de máscaras, limpeza e desinfeção de ambientes, isolamento de casos suspeitos e principalmente da vacinação.


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